Sabe aquele momento que sentimos as palavras faltarem e nos abandonarem quando mais precisamos? Ou aquele que palavras e pessoas estão intimamente relacionadas (Digo, saudosamente relacionados)? Foi em um destes momentos de desespero com as palavras que escrevi isto. Não é eloqüente ou transmite tudo aquilo que sentia, mas na insuficiência momentânea saiu. Há de ser dito que foi a alunos específicos, mas não restritos a rótulos ou classificações que escrevi, tais nomes apenas materialização aquilo que gostaria de dizer a tantos!
Por eles a labuta não é vã e me faz acreditar a cada dia que nasci para ser professor!
Ei-lo aí:
"O que são palavras?
Reprodução exata dos pensamentos? Materialização fiel de um conjunto de sentimentos...?
Acho que não!
Palavras são tentativas de expressar o inexpressável. De trazer à tona aquilo que nos inquieta, que nos fazem ser o que somos. Representar nosso interior com palavras é buscar no mais limitado recurso a tentativa de buscar um sentido àquilo que nos encanta.
Gostaria mesmo de não usar as palavras. Gostaria de poder espalhar o coração e fazê-los tocar. Sentir cada pulsar. Tangenciar cada milímetro. Vê-lo por fora, pois por dentro sei que já conhecem: são vocês quem o ocupam!
Mas não posso. Sou limitado fisiologicamente. Prefiro viver e senti-los todos os dias, a morrer em um repentino momento de gozo eterno, por mais prazeroso que isso me pudesse ser.
Vou vê-los e senti-los cada dia... Minha memória os trará do inconsciente e, quando não mais agüentar de saudade, utilizarei aquelas mesmas palavras. Desta vez, não mais para representar o irrepresentável, mas para substancializar a saudade. Se não posso tê-los eternamente comigo, poderei sempre pronunciar seus doces nomes Géssica, Denilson, Hozana, Andréia, Ednaldo... enfim, todos que me mostraram da forma mais doce o significado do que é ser um professor."
É bom tê-los comigo!!!

