segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Nunca Mais, Palavras Apenas!!!

Sabe aquele momento que sentimos as palavras faltarem e nos abandonarem quando mais precisamos? Ou aquele que palavras e pessoas estão intimamente relacionadas (Digo, saudosamente relacionados)? Foi em um destes momentos de desespero com as palavras que escrevi isto. Não é eloqüente ou transmite tudo aquilo que sentia, mas na insuficiência momentânea saiu. Há de ser dito que foi a alunos específicos, mas não restritos a rótulos ou classificações que escrevi, tais nomes apenas materialização aquilo que gostaria de dizer a tantos!

Por eles a labuta não é vã e me faz acreditar a cada dia que nasci para ser professor!

Ei-lo aí:

"O que são palavras?

Reprodução exata dos pensamentos? Materialização fiel de um conjunto de sentimentos...?

Acho que não!

Palavras são tentativas de expressar o inexpressável. De trazer à tona aquilo que nos inquieta, que nos fazem ser o que somos. Representar nosso interior com palavras é buscar no mais limitado recurso a tentativa de buscar um sentido àquilo que nos encanta.

Gostaria mesmo de não usar as palavras. Gostaria de poder espalhar o coração e fazê-los tocar. Sentir cada pulsar. Tangenciar cada milímetro. Vê-lo por fora, pois por dentro sei que já conhecem: são vocês quem o ocupam!

Mas não posso. Sou limitado fisiologicamente. Prefiro viver e senti-los todos os dias, a morrer em um repentino momento de gozo eterno, por mais prazeroso que isso me pudesse ser.

Vou vê-los e senti-los cada dia... Minha memória os trará do inconsciente e, quando não mais agüentar de saudade, utilizarei aquelas mesmas palavras. Desta vez, não mais para representar o irrepresentável, mas para substancializar a saudade. Se não posso tê-los eternamente comigo, poderei sempre pronunciar seus doces nomes Géssica, Denilson, Hozana, Andréia, Ednaldo... enfim, todos que me mostraram da forma mais doce o significado do que é ser um professor."

É bom tê-los comigo!!!

A Partir Daqui


Não quero ser um blogueiro a mais na blogosfera. Não quero criar um mundo fictício onde sei que por sua fugacidade não me há de ser contumaz. Nem quero ajudar a superlotar a rede de inutilidade mórbida que acarreta em uma alienação pungente...

Quero, todavia, buscar quem sabe, o não dito, o não pensado, o não proposto (Para tanto, arduamente me dedicarei!)... Que o ocasionável seja fruto não do determinismo que há muito prende os menos avisados, mas que brote de frutuosas discussões e busque na(s) PALAVRA(S) (Sim, nA PALAVRA!!!) sua razão de existir.

Resta-me mergulhar em um mundo onde palavras não fazem o papel coadjuvante, mas rompem os grilhões que lhes tentam prender escapando-se pela boca, pelos olhos e pelo coração no estrelismo que lhe é cabível.

Mu(n)dinho não!!! Venha comigo galgar os caminhos das pedras que nos levam ao êxtase lingüístico, no limiar da palavra e na aurora da sapiência inesgotável! De palavra em palavra construamos essa grande textura que nos é proposta. Rompamos o limite do óbvio e, vocabulário aos dedos, teçamos a fio cada urdidura e trama que compõem estas MINHAS PALAVRAS!!!